Painéis de dados de marketing iluminando um ambiente corporativo escuro

Brand positioning baseado em dados: quando os números potencializam a narrativa

Brand positioning baseado em dados: quando os números potencializam a narrativa

Da intuição ao insight: por que dados já são parte do branding

Durante anos, posicionamento de marca foi tratado como exercício quase místico: workshops longos, post-its coloridos e decisões tomadas mais na intuição do que em evidências. Em 2026, esse modelo não se sustenta mais. A disputa pela atenção é brutal e o branding deixa de ser apenas estética para se tornar um sistema vivo, orientado por dados de percepção, comportamento e impacto em receita.[1][4] O brand positioning baseado em dados nasce justamente desse choque de realidade: não para engessar a criatividade, mas para reduzir achismo. Métricas como familiaridade, associação de atributos, tráfego orgânico de marca, retenção e impacto na performance passam a guiar CMOs e times de produto.[1][5] O dado, nesse contexto, funciona como um mapa: mostra onde a marca tem direito de jogar, quais territórios já são saturados e quais espaços estão em aberto. Dentro desse mapa, a criatividade continua sendo o veículo que escolhe qual história contar e como torná-la memorável.

Como dados e pesquisas desenham o território criativo da marca

Na prática, o brand positioning baseado em dados começa com três frentes: entender gente, entender contexto e entender performance. Pesquisas de brand lift, social listening e análises de busca revelam quais atributos o público já enxerga na marca e quais concorrentes dominam certas narrativas.[1][3] Estudos de jornada, dados de CRM e analytics mostram onde a promessa da marca se confirma ou se rompe na experiência, do anúncio ao pós-venda.[2][6] Em vez de engessar, esse arsenal cria um briefing radicalmente mais claro para criação: quais tensões culturais valem explorar, que dores reais podem virar histórias e quais mensagens têm maior chance de gerar crescimento. Casos recentes de branding orientado por dados mostram esse equilíbrio: marcas que testam territórios narrativos em mídia digital, medem percepção e ajuste de mensagem quase em tempo real, e só então cristalizam o posicionamento em campanhas maiores e em identidade visual.[1][4][5] O dado não decide o slogan nem cria o manifesto, mas evita que a marca conte uma história bonita que ninguém acredita ou precisa.

O futuro do brand positioning baseado em dados: marcas vivas e mensuráveis

O movimento que se consolida até 2026 aponta para marcas vivas: posicionamentos menos gravados em pedra e mais tratados como sistemas em evolução contínua.[1][5][6] IA e analytics permitem testar rapidamente variações de narrativa, tom e proposta de valor, medindo efeito em percepção, engajamento, CLV e custo de aquisição.[2][5][6] Branding e performance deixam de ser rivais e passam a operar como um único fluxo: o posicionamento orienta a estratégia de mídia, conteúdo e produto, e os dados de resposta realimentam a própria definição de marca.[1][6] Ao mesmo tempo, cresce a pressão por transparência e uso responsável de dados, o que coloca reputação, confiança e governança no centro do jogo.[2][8] Para líderes de marketing e martech, o desafio não é escolher entre arte e algoritmo, mas desenhar processos em que o insight humano e a evidência quantitativa se fortalecem mutuamente. As marcas que vão sair na frente são aquelas que tratam o brand positioning baseado em dados como uma disciplina estratégica contínua – não como um projeto pontual – e que usam números para abrir espaço, não para limitar a potência criativa de suas histórias.

Referências

  • Tendências de branding para 2026 e marcas orientadas à performance
  • Tendências de marketing e uso de dados e IA até 2026
  • O futuro do branding baseado em dados e mensuração de marca
Marcel Miccolis Pilipovicius
Marcel Miccolis Pilipovicius

Diretor de Marketing e Crescimento do GRI Institute

Marcel Miccolis Pilipovicius é um estrategista de Marketing e Crescimento especializado em posicionamento de marca, geração de demanda e integração de dados, conteúdo e tecnologia. Atualmente, ele lidera a reformulação global da marca do GRI Institute, um think tank global que conecta líderes do setor imobiliário e de infraestrutura, orientando sua transformação de um clube de networking em uma instituição de influência e impacto orientada pelo conhecimento.

Com uma carreira construída na interseção entre criatividade e desempenho, Marcel acredita que marcas fortes nascem da união entre propósito, clareza estratégica e execução baseada em dados. Sua abordagem combina visão institucional, inovação digital e liderança colaborativa para construir ecossistemas sustentáveis para comunicação, crescimento e valor de marca a longo prazo.

Artigos: 165

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