Graficos de dados evoluindo da pesquisa tradicional analogica para analise digital moderna com IA e big data.

Pesquisa de mercado moderna: da tradição ao digital híbrido

Pesquisa de mercado moderna: da tradição ao digital híbrido

A jornada evolutiva da pesquisa de mercado

Imagine 1890: cartões perfurados binários aceleravam o censo nos EUA, pioneirizando a coleta de dados em massa. Daí em diante, a pesquisa de mercado moderna ganhou forma, passando de entrevistas presenciais e grupos focais para um ecossistema digital explosivo. Métodos tradicionais, como face-to-face e telefonemas, dominaram por décadas, mas a tecnologia os reinventou. Hoje, um clique no Facebook Insights revela audiências com precisão cirúrgica, algo impensável no passado[1]. A pandemia acelerou isso: pesquisas online explodiram por sua abrangência, custo baixo e agilidade, permitindo questionários multimídia que engajam respondentes no seu ritmo[1][2].

Combinando o melhor de dois mundos: tradicional + digital

A força da pesquisa de mercado moderna está na hibridização. Métodos exploratórios (abrangentes para novos mercados), descritivos (validam hipóteses) e causais (testam relações) se potencializam com big data e análise preditiva. Plataformas como redes sociais e apps móveis fornecem dados em tempo real, substituindo envios por correio caros e lentos[2]. Cases ilustram: Qualtrics relata que 69% dos pesquisadores usam respostas sintéticas via IA, reduzindo semanas a minutos. Grupos focais virtuais com avatars interativos eliminam recrutamentos manuais, enquanto machine learning detecta padrões ocultos em volumes massivos[3]. No Brasil, ferramentas como SurveyMonkey integram imagens 3D para testes de embalagens, superando limites off-line[4]. Essa fusão eleva a precisão: dados digitais contextualizam insights qualitativos tradicionais, minimizando vieses sociais[3][4].

Tendências que definem o futuro próximo

A pesquisa de mercado moderna avança para a era 3.0, com IA e LLMs sintetizando comportamentos de consumo em escala. Relatórios preveem: em 3 anos, dados sintéticos dominarão 50%+ das coletas, impulsionados por simulações realistas[3]. Desafios persistem – apego ao manual e medo de perda de controle –, mas ganhos em escalabilidade vencem. Qualitativa ganha fôlego com estímulos reativos em chats digitais e voz[4]. Mercado clama por agilidade: 74% dos usuários de IA notam alta demanda por profundidade qualitativa aliada a preditivos[3]. Empresas que híbridas dominarão, transformando dados em narrativas acionáveis para martech e growth.

Referências

  • Instituto Qualibest: Evolução das pesquisas de mercado[1]
  • We Are Testers: Metodologias de pesquisa de mercado[2]
  • Exame: Pesquisa 3.0 com IA[3]
Marcel Miccolis Pilipovicius
Marcel Miccolis Pilipovicius

Diretor de Marketing e Crescimento do GRI Institute

Marcel Miccolis Pilipovicius é um estrategista de Marketing e Crescimento especializado em posicionamento de marca, geração de demanda e integração de dados, conteúdo e tecnologia. Atualmente, ele lidera a reformulação global da marca do GRI Institute, um think tank global que conecta líderes do setor imobiliário e de infraestrutura, orientando sua transformação de um clube de networking em uma instituição de influência e impacto orientada pelo conhecimento.

Com uma carreira construída na interseção entre criatividade e desempenho, Marcel acredita que marcas fortes nascem da união entre propósito, clareza estratégica e execução baseada em dados. Sua abordagem combina visão institucional, inovação digital e liderança colaborativa para construir ecossistemas sustentáveis para comunicação, crescimento e valor de marca a longo prazo.

Artigos: 175

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