Painéis digitais abstratos representando dados e tendências de comportamento do consumidor

Tendências de comportamento do consumidor que vão redefinir as marcas até 2030

Tendências de comportamento do consumidor que vão redefinir as marcas até 2030

Do consumo automático ao consumo consciente

Os próximos anos consolidam uma virada: o consumidor deixa de ser espectador do marketing para assumir o controle da própria jornada. Estudos de consumo apontam a combinação de inflação persistente, excesso de opções e cansaço digital como força-motriz dessa mudança. Em vez de comprar por impulso, o shopper se torna um minimalista estratégico: pesquisa mais, compara mais e passa a valorizar durabilidade, transparência de origem e impacto socioambiental acima de preço isolado. Plataformas de insights mostram também o fim da romantização do consumo: menos acúmulo, mais propósito, experiências leves e autênticas substituindo a lógica do excesso. Para as marcas, isso significa abandonar campanhas genéricas e assumir um papel de curadoria: reduzir ruído, explicar trade-offs e tornar cada compra uma escolha segura, não apenas uma transação rápida.

Entre algoritmos e afeto: o novo equilíbrio da experiência

À medida que inteligência artificial invisível se espalha pelos bastidores da jornada – recomendando produtos, automatizando buscas e até realizando compras por agentes autônomos – cresce a resistência à influência das máquinas. Pesquisas globais indicam que, quanto mais presente a IA, maior a valorização do que é percebido como humano: narrativas autorais, atendimento empático, produtos sensoriais, espaços de convivência. O varejo caminha para um modelo searchless, em que o consumidor delega parte da decisão a sistemas inteligentes, mas cobra transparência nos critérios e poder de veto. Em paralelo, experiências passam à frente de produtos, com gastos migrando para viagens, gastronomia e momentos memoráveis. Nesse cenário híbrido, as marcas vencedoras serão as que combinarem personalização tecnológica com calor humano: jornadas simples, omnichannel fluido, políticas de devolução sem atrito e programas de relacionamento que criem vínculo real, não apenas pontuação.

Como marcas devem se adaptar às novas tendências de comportamento do consumidor

Adaptar-se às tendências de comportamento do consumidor exige um redesenho de estratégia em três frentes. Na proposta de valor, é hora de trocar discurso de preço baixo por valor expandido: qualidade comprovável, serviço de reparo, garantia ampliada, impacto social local e comunicação honesta sobre limitações. Na jornada, o foco sai da multiplicação de canais para a redução de atrito: menos cliques, checkout simplificado, unificação de dados para reconhecer o cliente em qualquer ponto de contato e uso de IA para orientar escolhas, não empurrar estoque. Na relação de longo prazo, programas de fidelidade precisam evoluir para ecossistemas de comunidade: conteúdos úteis, benefícios compartilhados com a rede do cliente, experiências exclusivas e mecanismos de escuta contínua, transformando feedback em ajustes visíveis. Em resumo, marcas que tratarem dados como ferramenta de empatia – e não de vigilância – estarão melhor posicionadas para navegar um consumidor mais exigente, emocionalmente consciente e avesso a promessas vazias.

Referências

  • Mintel – Tendências Globais do Consumidor 2030
  • Global Consumer Predictions 2026 – movimentos do consumidor
  • Relatórios 2026 sobre varejo, consumo e experiência omnichannel
Marcel Miccolis Pilipovicius
Marcel Miccolis Pilipovicius

Director of Marketing and Growth at GRI Institute

Marcel Miccolis Pilipovicius is a Marketing and Growth strategist specializing in brand positioning, demand generation, and data, content, and technology integration. He currently leads the global rebranding of the GRI Institute, a global think tank that connects leaders in real estate and infrastructure, guiding its transformation from a networking club into a knowledge-driven institution of influence and impact.

With a career built at the intersection of creativity and performance, Marcel believes that strong brands are born from the union of purpose, strategic clarity, and data-driven execution. His approach combines institutional vision, digital innovation, and collaborative leadership to build sustainable ecosystems for communication, growth, and long-term brand value.

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